Microcefalia! Saiba o que é e como prevenir!

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O Ministério da Saúde confirma neste sábado (28) a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika.

Até o dia 17/11, foram notificados 399 casos suspeitos de microcefalia no Brasil, em 7 (sete) estados da Região Nordeste, sendo: Pernambuco: 268, Sergipe: 44, Rio Grande do Norte: 39, Paraíba: 21, Piauí: 10, Bahia: 8 e Ceará: 9.

É importante nos informarmos sobre o asunto para garantir uma boa prevenção e saúde das gestantes e dos recém nascidos.

O que é microcefalia?

A microcefalia é caracterizada pelo tamanho da cabeça, que se apresenta menor do que o esperado para a idade da criança e decorre de várias causas, principalmente genéticas e infeciosas. Estamos vivendo uma situação na região Nordeste do nosso país (predominantemente em Pernambuco) em que muitos bebês estão nascendo microcefálicos, situação que vem gerando muitas dúvidas no meio leigo e no meio médico.

O que causa a microcefalia?

Existem várias causas para a microcefalia congênita, as quais estão sendo investigadas pelos órgãos competentes em âmbito nacional a fim de esclarecer esse momento atual. Essas causas podem ser biológicas, genéticas, ambientais, químicas ou físicas, podendo estar relacionadas a doenças ou problemas ocorridos na gestação, portanto é muito importante a realização das consultas pré-natais. Alguns exemplos: transtornos genéticos, uso de substâncias tóxicas como cigarro, álcool, drogas ilícitas, cosméticos inadequados para gestantes, exposição a radiação, medicamentos sem ciência do médico, infecções e motivos desconhecidos.

Neste momento, estão sendo investigadas principalmente as infecciosas que podem ter acometidos as mulheres no período que vai do primeiro ao quarto mês de gestação, que é quando o cérebro do bebê se forma. Como atualmente a Dengue, a Chikungunya e a Zika – transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti – são o que difere no cenário brasileiro, suspeita-se que os casos que ocorrem agora estejam relacionados com as doenças.

Como saber se o bebê tem microcefalia?

A microcefalia é diagnosticada no recém-nascido, entre 37 e 42 semanas de gestação (termo), com perímetro cefálico aferido ao nascimento é igual ou menor que 33 cm, na curva da OMS.  No recém-nascido prematuro, menor que 37 semanas de gestação (pré termo), com perímetro cefálico aferido ao nascimento, menor ou igual que o percentil 3 (dois desvios padrão) na curva de Fenton. ( o perímento cefálico vai depender da idade gestacional em que o bebê nasceu).

Existe tratamento?
Não há como reverter à microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos. Mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança com o acompanhamento por profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

 

Prevenção e orientações do MINISTÉRIO DA SAÚDE/SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

  • É importante a atualização das vacinas de acordo com o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde: A rede pública do SUS oferece vacinas eficazes e gratuitas, verifique quais são recomendadas para sua faixa etária e idade gestacional. É importante lembrar que as vacinas, geralmente, têm um período que varia entre 10 dias e 6 semanas, até atingir a proteção esperada. Por isso, devem ser aplicadas com a devida antecedência;
  • É importante dar atenção sobre a natureza e a qualidade daquilo que se ingere (água, alimentos, medicamentos), consome ou tem contato, e o potencial desses produtos afetarem o desenvolvimento do bebê.
  • Durante a gestação é necessário proteger-se das picadas de insetos:

Evite horários e lugares com presença de mosquitos;

Sempre que possível utilize roupas que protejam partes expostas do corpo;

Consulte o médico sobre o uso de repelentes e verifique atentamente no rótulo a concentração do repelente e definição da frequência do uso para gestantes;

Permanecer, principalmente, no período entre o anoitecer e o amanhecer, em locais com barreiras para entrada de insetos como: telas de proteção, mosquiteiros, ar-condicionado ou outras disponíveis.

  • Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde, principalmente no período até o 4 o mês de gestação, ou na persistência de doença pré-existente nessa fase, comunique o fato aos profissionais de saúde (médicos obstetras, médico ultrassonografista e demais componentes da equipe de saúde) para que tomem as devidas providências para acompanhamento da gestação;
  • Uso de repelentes de acordo com a indicação do fabricante. Os repelentes mais comuns, à base de DEET, são seguros para uso em gestantes.

Fontes: NOTA INFORMATIVA N⁰ 01/2015 – COES MICROCEFALIAS EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA DE IMPORTÂNCIA NACIONAL – ESPIN BRASÍLIA (DF), 17 DE NOVEMBRO DE 2015 – Procedimentos preliminares a serem adotados para a vigilância dos casos de microcefalia no Brasil; O que é microcefalia e o quanto devemos nos preocupar? Departamento Científico de Neonatologia – Site da Sociedade Brasileira de Pediatria; Toda atenção com a microcefalia é bem-vinda – Site da Sociedade Brasileira de Pediatria; Microcefalia: saiba o que é, o que causa e como identificar – Site g1.globo.com/ bemestar.