Refluxo gastroesofágico!

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O refluxo gastroesofágico pode ser conceituado como o fluxo retrógrado e repetido de conteúdo gástrico para o esôfago. É frequente em crianças, na maioria das vezes de evolução benigna e caracterizado pela presença de regurgitações. A maior parte dos casos corresponde ao refluxo fisiológico, resultante da imaturidade dos mecanismos de barreira anti-refluxo.

Por outro lado, o refluxo patológico apresenta repercussões clínicas como déficit do crescimento, dor abdominal, irritabilidade, pneumonias de repetição, exigindo habilidade no diagnóstico e atenção na escolha do tratamento mais adequado a cada caso.

Dependendo da idade de início dos sintomas, o RGE pode ter vários significados e cursos clínicos. Os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida e melhoram até 12 ou 24 meses em 80% dos casos.

As manifestações clínicas podem ser específicas, tais como ruminação, vômitos, regurgitações. Relacionadasà esofagite, como dor, anemia e sangramentos. Respiratórias, como broncoespasmo e pneumonias de repetição.

O diagnóstico do RGE deve começar pela elaboração da história clínica completa. A história clínica de regurgitações em crianças de baixa idade, sem outras queixas e sem alterações ao exame físico, sugere o diagnóstico de RGE fisiológico. Nesses casos não há necessidade de qualquer exame complementar, sendo recomendado o acompanhamento clínico. Sintomas e sinais como ganho insuficiente de peso, irritabilidade, choro constante, podem ser manifestações do refluxo gastroesofágico patológico. Para a confirmação existem vários exames complementares disponíveis, cada qual com sua especificidade, sendo indicado caso a caso pelo pediatra.

Para tratar um caso de refluxo deve-se considerar a idade e os sintomas do bebê. Alguns podem ser que não necessitem de tratamento e só precisem de alguns cuidados para aliviar os sintomas. Outros, pode ser que necessitem de medicamentos. Mas em pouquíssimos casos se indica uma cirurgia.

Segue abaixo algumas dicas para evitar o Refluxo Gastresofágico

  • Mantenha o bebe em posição vertical após a mamada
  • Não chacoalhe o bebe após a mamada
  • Permaneça com a criança no colo até que ela arrote
  • Evite manobras ou pressões, como abraçar ou segurar pela barriga
  • Não deite a criança após a alimentação
  • Não troque as fraldas ou levante as pernas sobre a barriga após a mamada
  • Não aperte demais as fraldas

Em casos de suspeita, agende uma consulta com seu Pediatra, ele está habilitado para fazer o diagnóstico e instituir o tratamento correto e especifico para cada caso .

Dr RicardoEscrito pelo Dr. Ricardo Freitas Fonseca – Gastroenterologista Pediátrico pela UNB / HUB

CRM-DF 18.274

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